Papagaios-moleiros (1983)

Papagaios-moleiros (1983)
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Preço: R$600,00
Disponibilidade: Em estoque
Modelo: xilogravura
Fabricante: Angela Leite
Classificação média: Sem classificação

Amazona farinosa

Xilogravura, 50 x 41cm (VxH)

Distribuiçao: Mato Grosso e Pará, Brasil oriental; do México à Bolívia

Papagaio-moleiro (Amazona farinosa)

Extravagantes, loquazes e vistosas, as aves desta ordem tropical formam uma única família, de 368 espécies, cheia de encantos. Desde a antiguidade, os homens se divertem com elas tagarelando, fazendo piadas e apelidando-as de “macacos de asas”. As razões vão desde a incrível facilidade para subir em árvores, o espírito folgazão e extrovertido, a camaradagem com o homem e a capacidade de imitação (gestual nos símios, vocal nos psitacídeos).

Há séculos a imagem do Brasil está associada a estes ruidosos amigos, chegando a figurar nos mapas antigos como a “terra dos papagaios”. Embora continuemos a merecer o título, pois, das 368 espécies, 83 adotaram o nosso país, estamos na iminência de receber alcunha menos honrosa, já que mais de 10 correm o risco de desaparecer.

Muitas destas espécies apresentam, por acaso, uma mancha vermelha na cabeça. Mas não é por acaso que as espécies endêmicas do sul do país e da mata litorânea figuram na temível lista. O gênero Amazona compreende 31 espécies, que correspondem à imagem mais divulgada de um papagaio, com predominância do verde, com manchas amarelas, azuis, vermelhas e roxas. Estão entre os melhores papagueadores, sendo, por isso, dos mais capturados, com método elementar e predatório, que leva à morte grande parte dos filhotes aprendidos. Por fome, doença, exaustão na viagem, parte dos papagainhos que escapa da derrubada da árvore, que abrigava seu ninho, não chega ao comprador da cidade.

De pouco vale a conhecida valentia com que o casal de psitacídeos defende seus ovos brancos, ou seus filhotes cegos e implumes, que só sobrevivem com os frutos carnosos, vagens e coquinhos regurgitados pelos pais. Sendo monógamos, só lhes resta reunir-se de novo ao bando do qual se afastaram para nidificar – aguardando a próxima estação de postura, quando farão nova tentativa.

O grande papagaio moleiro faz jus ao nome se visto à distância, quando as suas penas verdes parecem desbotadas, opacas ou como que cobertas de farinha. De perto brilha, com reflexos prateados, desfazendo esta imagem. Espalhado pelo sudeste do Brasil, Amazônia e Sul da América Central, pode sonhar em paz com o ninho da primavera que vem e que será saudado, seguramente, com estrepitoso alvoroço e inevitável algazarra.

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