Gavião-real (1980)

Gavião-real (1980)
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Preço: R$750,00
Disponibilidade: Em estoque
Modelo: xilogravura
Fabricante: Angela Leite
Classificação média: Sem classificação

Morphnus guianensis

Xilogravura, 38 x 91cm (VxH)

Distribuiçao: Florestas do Brasil e América Central

Gavião-real (Morphnus guianensis)

Dentro da família dos acipitrídeos, apenas a harpia sobrepuja este gavião em tamanho. Se aquela é considerada a mais poderosa ave de rapina do mundo, atingindo dois metros de envergadura, o gavião real ou uiraçu é um importante vice com 84 cm de altura contra um metro do uiraçu. Distingue-se deste por não possuir um colarinho branco, tendo o peito de cor mais uniforme, as asas de um cinzento mais escuro e uma máscara em torno dos olhos, no mesmo tom das asas.

É ave de rapina diurna, com pernas compridas e pés muito fortes, guarnecidos de possantes garras. Sua visão é excepcional, sendo-lhe de grande valia para divisar os mamíferos, suas presas prediletas, no emaranhado das folhas das árvores, por onde circula camuflado aos pulos, de galho em galho e lhes dá caça.

As fêmeas são maiores que os machos e podemos encontrá-las no Brasil, Venezuela e Argentina em duas formas: uma mais clara e uma mais escura. Na ausência de águias, nossa avifauna encontrou autênticos concorrentes destas neste vigoroso grupo dos gaviões-de-penacho. Este tufo de penas, que se alteia quando a rapace está excitada, está presente na harpia, no apacanim (Spizaetus ornatus), no gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) e no Morphnus que ostenta o maior dos penachos, chegando a 15 cm.

O gradativo estrangulamento das áreas florestadas leva-os a atacar também animais domésticos e a enfrentar por isso a perseguição dos fazendeiros, responsáveis diretos pelo escasseamento de suas presas naturais.

Mas certamente, é o emprego abusivo e desvairado dos defensivos agrícolas o maior flagelo para os nossos gaviões. Como se encontram no topo de uma cadeia alimentar, acumulam no organismo doses sucessivas de Aldrin, DDT, BHC, etc. ingeridas por suas vítimas. Se as próprias presas escasseiam por ingestão de inseticidas, nos gaviões dá-se um  envenenamento crônico que prejudica diretamente sua reprodução, tornando excessivamente quebradiça a casca dos ovos e frágeis os dois filhotes da ninhada.

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