
Dia de arte e conversa em café paulistano: 12 de novembro
quarta-feira 11 de Novembro de 2009, por Pedro Biondi
palavras-chave: angela leite; animais; arte; biodiversidade; desenho; ecologia; fauna; flora; gravura; meio ambiente; exposição
Que tal uma pausa na correria em que vivemos nesta metrópole? E se for pra conversar sobre arte e meio ambiente e botar a amizade em dia? Então: nesta quinta-feira (12) vou expor meus trabalhos recentes e gostaria muito de recebê-los num lugarejo pra lá de agradável, o Café Colón, numa vila florida de Higienópolis.
Venham conhecer novos desenhos e gravuras da fauna e da flora brasileiras – boto-cinza, lobo-guará e copaíba entre eles – e tomar um café dos bons. E provar as empanadas da casa mantida pelo simpático Toninho, com decoração inspirada em Buenos Aires.
O endereço é Rua Alagoas, 555, casa 2. O encontro irá das 10 às 18, só na quinta.
Espero vocês lá!
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Exposição na USP é prorrogada até quarta, 10
quarta-feira 03 de Junho de 2009, por Pedro
palavras-chave: arte; artes plásticas; biologia; brasil; desenho; ecologia; fauna; flora; gravura; meio ambiente; natureza; usp; xilogravura
Foi prorrogada até a quarta-feira, 10, a mostra “Trilha Natural Brasileira”. Nela, a artista plástica Angela Leite usa os elementos que caracterizam sua obra – excelência artística combinada a um rigor quase científico e a um olhar militante – para conduzir o visitante a um passeio por entre espécies de nossa fauna e nossa flora.
São 23 desenhos recentes e inéditos, a nanquim, a maioria em preto e branco. E 37 xilogravuras, representativas de suas quatro décadas de carreira (como esta ao lado – "Mocó", de 2007).
A exposição está no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em evento emblemático do crescente trabalho conjunto desenvolvido pela artista e pesquisadores da área. Na segunda-feira, 8, a artista estará no local das 17 às 22 horas para conversar com os visitantes sobre seu processo de trabalho.
Nascida em 1950 no Rio de Janeiro, Angela se dedica desde 1968 à arte em estreita ligação com o meio ambiente. Participou de cerca de 200 salões e exposições nacionais e internacionais e recebeu prêmios no país e no exterior. A militância também se dá por meio de palestras, oficinas, artigos e entrevistas em defesa da fauna e da flora, em especial as brasileiras.
“Angela pesquisa intensamente sobre seus objetos de trabalho, buscando a opinião de zoólogos, botânicos e ecólogos para dar mais vida a suas obras”, comenta o professor Miguel Trefaut, do Departamento de Zoologia do IB-USP. “Torna-as, assim, flagrantes instantâneos de cenas naturais de nossa rica biodiversidade”.
Outros depoimentos e análises sobre a obra e o engajamento da artista – entre eles, de Olívio Tavares de Araújo, Ibsen de Gusmão Câmara, Álvaro Machado, Carlos Von Schmidt, Aloysio Biondi, Antonio Carlos Abdalla, Olney Krüse e Paulo Vanzolini – podem ser conferidos neste site.
"Trilha Natural Brasileira" - de 27 de maio a 10 de junho. Entrada é gratuita. Aberta das 9 à 22 horas, de segunda a sexta.
Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo - Cidade Universitária
Rua do Matão, 277, Departamento de Botânica, Edifício André Dreyfus
Informações: (11) 3091-7543
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Gravuras em destaque no Terra Magazine
quarta-feira 04 de Março de 2009, por Pedro
palavras-chave: angela leite; arte; artes plásticas; gravura; meio ambiente; naturalistas; spix; von martius; xilogravura
O trabalho de Angela Leite foi tema, recentemente, de matéria na página eletrônica Terra Magazine. No texto, o jornalista Aloisio Milani destaca a resistência ao tempo como uma linha-mestra da obra de Angela. Nas xilogravuras ela imortaliza as espécies retratadas, segundo a leitura de Milani.
Angela afirma que a ênfase na gravura em madeira não se deu por acaso: “É interessante pensar que a técnica é capaz de reproduzir em grande quantidade o número de obras. Você multiplica a imagem da espécie que está perdendo indivíduos”.
Ela também comenta a pesquisa em torno de uma lagoa descrita pelos naturalistas alemães Carl von Martius e Johann Baptiste Spix em território brasileiro. E identifica a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, em 1972, em Estocolmo, na Suécia, como um marco na difusão do debate sobre a preservação ambiental.
O texto pode ser lido no endereço http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3604453-EI6581,00.html
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Exposições Angela Leite esta semana em SP
quarta-feira 03 de Dezembro de 2008, por Angela Leite
palavras-chave: final de ano; angela; exposição; meio ambiente; xilogravura
Olá, amigas e amigos, como vamos de fim de ano?
Gostaria de convidá-los para as duas exposições que faço esta semana em São Paulo.
A primeira acontece no Centro Cultural do Instituto Butantan (Av. Vital Brasil, 1.500), por ocasião da X Reunião Científica Anual do Butantan. A exposição vai de 4ª a 6ª (3 a 5 de dezembro) e fica aberta à visitação das 9h às 16h30 (estarei lá das 11h às 16h na 4ª e 6ª).
A outra exposição acontece na 5ª (4 de dezembro) no Café Colon (Rua Alagoas, 555, ao lado da Pça. Buenos Aires) e a visitação vai das 11h às 18h. Neste dia, ficarei o tempo todo no Café Colon.
Se por um lado o convite chega um pouco em cima da hora, vale dizer que as exposições foram agendadas esses dias mesmo. E sempre é tempo de nos reencontrarmos - ainda mais nessa época do ano, não? Aguardo vocês, acompanhada dos meus bichos e árvores, das minhas gravuras, camisetas e cartões.
Qualquer coisa, me escrevam.
Um grande abraço e felicidades,
Angela
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Fauna e flora em exposição permanente
quinta-feira 18 de Setembro de 2008, por Pedro Biondi
palavras-chave: Angela Leite; arte; baleias; ecologia; fauna e flora brasileiras; meio ambiente; preservação; site; xilogravura
Xilogravuras e desenhos presentes no site de Angela Leite traduzem quatro décadas de arte em defesa do meio ambiente
A artista plástica Angela Leite passa a ter sua obra disponível na internet. Na página www.angelaleite.com.br estão reunidas quase 200 gravuras e desenhos, frutos de quatro décadas voltadas à arte e à defesa do meio ambiente.
No site, onças, borboletas e papagaios de todos os naipes circulam entre jequitibás, cedros e variadas palmeiras, enquanto baleias, golfinhos e tartarugas-marinhas experimentam o oceano.
Ali também estão depoimentos e textos críticos sobre a obra e o engajamento da artista. Entre eles, de Ibsen de Gusmão Câmara, Álvaro Machado, Carlos Von Schmidt, Antonio Carlos Abdalla e Aloysio Biondi (confira alguns ao final destas páginas).
Em seus 40 anos de carreira, Angela Leite trabalhou sobretudo com a xilogravura, a gravura em madeira. Realizou também diversos desenhos com lápis de cor e com nanquim. Para ampliar o diálogo entre arte e rigor científico que marca sua obra, ela recorre a pesquisadores e à literatura especializada, além de dedicar-se à exaustiva observação dos animais em seu hábitat ou em cativeiro. As árvores passaram a fazer parte de sua obra em 1996.
“Liberado das imposições da função descritiva e documentária, o desenho de bichos pode adquirir uma nova dimensão, humana e participante”, anotou o zoólogo Paulo Vanzolini, sobre a obra da artista. “A forma despojada e íntegra, o detalhe extremamente bem dosado, a compreensão da identidade do animal, contribuem para que seja transmitido um sentido da unidade fundamental de tudo o que vive, não apenas conceitual e filosófico, mas também com limpa emoção.” O crítico Olívio Tavares de Araújo destaca “um desenho seguro” e “um corte impecável”, e conclui: “Angela consegue jogar majestosa e claramente seus bichos no espaço”.
O modo de trabalhar e a militância
“Meu ofício vira arte quando traduz claramente expressões de espécies distintas”, analisa Angela Leite. No seu dizer, a imagem ideal é o flagrante de um momento da vida de um indivíduo de uma determinada espécie, que traduz o modo de ser daquele bicho. “Quando isso acontece, o espectador é conduzido para perto do ser retratado e tem despertada a sensibilidade necessária para viver alegrias remotas. Veredas distantes dialogam, a gravura teve sucesso e eu sinto que cumpri minha missão.”
Nascida em 1950 no Rio de Janeiro, ela se dedica desde 1968 à arte em defesa do meio ambiente. A militância também se dá por meio de palestras, oficinas, artigos e entrevistas em defesa da fauna e da flora, em especial as brasileiras.
Angela colaborou com textos de temática ambiental em jornais e revistas como IstoÉ, Veja, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Shopping News. Na televisão, gravou para Repórter ECO, da TV Cultura, e Animal Planet, do Discovery Channel.
A artista desenvolve atividades de conscientização e sensibilização às questões da natureza com escolas públicas e particulares. Realizou diversas parcerias com instituições e empresas em iniciativas conservacionistas ou de enfoque ambiental – a exemplo da Universidade de São Paulo, Embrapa, Senac, Sesc, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Santista Têxtil e Artex.
Participa e promove doações a campanhas de entidades como a União em Defesa da Natureza e a Rede Pró-Unidades de Conservação. É membro-fundador da União em Defesa das Baleias, entidade que teve participação fundamental na proibição da caça aos cetáceos nos mares brasileiros, conquistada na década de 1980.
Trajetória artística
Presente em mais de 200 mostras e detentora de prêmios em salões e exposições, a artista exibiu seus trabalhos em mostra individual na Embaixada Brasileira em Washington, Estados Unidos, em 1991, e mereceu uma sala especial no Dronninglund Kunstcenter, na Dinamarca, em 1990. Também recebeu nove premiações no circuito nacional e o R.H.J. Hintelmann Kunstpreis de 1997, no Museu da Coleção Zoológica de Munique, Alemanha.
Em 1992, realizou exposição individual no Rio de Janeiro, dentro da programação de eventos paralelos à ECO-92. Ao longo de sua carreira, participou de dez mostras de abordagem ecológica. Suas criações estiveram presentes em 18 individuais, quatro delas fora do Brasil: San José (Costa Rica), Assunção (Paraguai) e as já citadas. Em mais de 60 mostras coletivas estaduais, nacionais e internacionais, estas em Taipé (Taiwan), Nova Iorque (EUA) e Ourense (Espanha), além de Munique. Angela expôs ainda em 30 coletivas em galerias e ateliês.
Mais sobre o site

Ao lado das gravuras e dos desenhos, a página reúne textos da autora – reflexões e crônicas sobre os bichos e árvores desenhados, bem como artigos opinativos. As reproduções são acompanhadas de nome científico e distribuição das espécies.
O internauta também pode conhecer e encomendar camisetas e cartões que trazem trabalhos de Angela – são, respectivamente, 52 e 63 diferentes imagens.
A página foi construída por Antonio Biondi (organização) e Renato de Almeida Prado (design e organização – www.rdeap.com.br) e pela empresa Factorweb (programação – www.factorweb.com.br), com a colaboração de pesquisadores, fotógrafos, artistas, amigos e parentes.
Contato para entrevistas e mais informações
Antonio Biondi
(5511) 3743-7567 / (5511) 7488-5449
angelaleite.gravura@uol.com.br
O olhar dos críticos
Suas centenas de obras espalhadas pelo mundo – e possíveis pela reprodução de seus múltiplos – são um constante manifesto e um alerta a milhares de pessoas que contemplam seus trabalhos, e têm avivadas suas consciências pelo produto de uma paixão pela Arte que é, assim, meio e suporte para sua batalha contínua e pacífica em defesa das bandeiras ecológicas.
Antonio Carlos Abdalla, 2006
Seus temas refletem preocupações ecológicas e suas representações de alguns animais – em especial a baleia jubarte – tornaram-se uma espécie de marca registrada na gravura brasileira, um “clássico”, assim como a vaga no instante da arrebentação na gravura japonesa, guardadas as proporções.
Álvaro Machado, 2004
Esse universo plástico, essencialmente humano e selvagem, é desvendado nessa exposição (“Seleção Natural”) delicada, rigorosa e detalhista, num trabalho de mensagem ecológica correto e de memória gráfica de primeiro nível. Uma arte que vem da alma sincera e brasileira da artista – que deve merecer apoio total do público.
Luiz Ernesto Kawall, 2004
Liberado das imposições da função descritiva e documentária, o desenho de bichos pode adquirir uma nova dimensão, humana e participante. A forma despojada e íntegra, o detalhe extremamente bem dosado, a compreensão da identidade do animal, contribuem para que seja transmitido um sentido da unidade fundamental de tudo o que vive, não apenas conceitual e filosófico, mas também com limpa emoção. É no que reflete um zoólogo contemplando os bichos de Angela Leite.
Paulo Vanzolini, 1994
É para mim particularmente grato testemunhar o fato que de que a artista plástica Angela Leite tem dedicado seus dons artísticos à defesa da natureza brasileira, divulgando em excelentes trabalhos nossos animais sob ameaça de extinção.
Ibsen Gusmão Câmara, 1993
Em seus desenhos, como na xilogravura, Angela Leite exibe uma arte na qual a obsessão é mostrar os bichos que defende não através de um viés mórbido, como vítimas de extermínio. Angela Leite prefere exaltá-los, mostrá-los como exemplos de vida bem sucedida – e, por isso mesmo, a ser preservada.
Aloysio Biondi, 1992
Seus animais de pelo e pena não têm (aleluia!) o rigor estático dos desenhos científicos, mas o movimento do amor e da liberdade. Ela não falseia nada. Fica fiel à realidade. Só que vai mais longe e flagra os animais no momento do amor e da alegria de viver. Não é arrivista e nem oportunista. Desenha seus (nossos) animais desde 1968, quando a palavra ECOLOGIA não existia nas bocas brasileiras.
Olney Krüse, 1988
Acredito que dos gravadores brasileiros que se dedicam à xilo, Angela Leite é a que está mais próxima da trilha percorrida por Goeldi. Suas gravuras possuem a mesma força que encontramos na do mestre. Angela Leite sabe como Goeldi, tirar da madeira, do papel, do branco e do preto, mundos de sensações inéditas.
Carlos Von Schmidt, 1984
Servida por um desenho seguro e por um corte impecável, Angela consegue jogar majestosa e claramente seus bichos no espaço. O clima do conjunto ressuscita algo da vocação e tradição narrativas da xilogravura, que desde a Idade Média serve por excelência à ilustração. E é sempre clara e direta em suas intenções.
Olívio Tavares de Araújo, 1984
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Expediente site Angela Leite
quinta-feira 18 de Setembro de 2008, por Antonio Biondi
palavras-chave:
Organização
Antonio Biondi e Renato de Almeida Prado
Design
Renato de Almeida Prado
Programação
Factorweb Business Solutions
Consultoria
Almirante Ibsen de Gusmão Câmara (Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação – Rede Pró-UC)
Angela Kuczach (Universidade Federal do Paraná e Rede Pró-UC)
Carlos Campaner (Museu Paulista de Zoologia)
Carlos Jared (Instituto Butantan)
Eudoxia Maria Froehlich (Universidade de São Paulo)
Luís Fábio Silveira (Universidade de São Paulo)
Marta Antoniazzi (Instituto Butantan)
Miguel Trefaut Rodrigues (Universidade de São Paulo)
Fotografias
Bio Zenha
Christiano Zoubaref
Daniel Garcia
Guilherme Perez
Ivison
Marcos Diniz
Design cartões
Hélio de Almeida
Agradecimentos
Anna Lia de Almeida Prado
Antonia Ávila Pereira Vio
Antonio Carlos Abdalla
Beth Carmona
Bia Biondi
Claudia Vada Souza Ferreira
Cristina Costa
Dinah Flusser
Eduardo Musa
Eléa de Oliveira Leite
Ely Bueno
Emília Auyagui
Flora Brasília
Francisco Bueno de Aguiar
Geraldo Leite
Heloisa Arrobas Martins
Laurabeatriz
Leonardo Teixeira Alves
Lourdes Xandó Rosa
Luiz Bueno de Aguiar
Maria Lúcia de Araújo Andrade
Miguel Flusser
Nicolas Von Behr
Pedro Biondi
Raphael Carpi
Yoshico Aiba Desiderio
Yvette Piha Lehman
Apoio
Cintia Aparecida Campos
Francisco Domingos
Luci Alves da Silva
Luzia de Andrade Silva
Maria Belmiro Lima (Lita)
Rosa de Souza Nogueira
Sônia de Paula Diniz
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